"E a sua aliança?"



    Vendi. "Vendeu por quê?" Queria comprar uma pulseira. Aquela que eu te mostrei uma vez. "Por isso vendeu a nossa aliança? A que eu te dei? Poxa... pensei que significasse algo para você."

     E significou, sim. Significou por dois anos e meio, quando tudo o que importava era o motivo de ela estar aqui, vestindo meu dedo anelar. Significou muito cada vez que eu me senti sozinha e olhei pro teu nome gravado nela; cada vez que aquele infinito, ao lado da nossa data, me fez sentir amada. Ela me fez sentir que você pensava em mim também. Esse anel de prata significou muito desde o dia em que entrou na minha vida. Mas pra que serve uma aliança então? Para simbolizar um sentimento intensamente vivido por duas pessoas, talvez: o amor que sentimos um dia. Então lhe peço que não pense que ela foi inútil, afinal, ela viveu o suficiente para cumprir com a missão a qual foi destinada.

  
  Mas acabou, não é? O tal do amor, carinho e tudo mais que aquele anel simbolizou. Sua missão deu-se por concluída e a aliança que um dia foi meu amuleto da sorte voltou a ser apenas 'Prata 950'. E quer saber? Enquanto me desfazia dela, vi inúmeras outras tomando rumos parecidos. Tantos amores acabados, simbolizados em anéis que um dia foram tão importantes como foi o nosso.

     Não sei onde pode estar o nosso infinito dia 08/11 gravado em prata mas o que posso afirmar é que me sinto mais leve, mais tranquila. Me desfiz do excesso, assim como fizemos quando decidimos que nosso par de anéis já haviam cumprido sua missão.

2 comentários:

  1. Palavras muitíssimo significativas... que me lembraram, inclusive, que as palavras ficam. São umas das poucas coisas que ficam.

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  2. O amor que um dia foi, foi-se. Nunca é fácil, porém tudo tem posfácio.

    Gostei do seu estilo de escrever! Beijos!

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